domingo, 19 de maio de 2013


Segunda etapa: Descrição de características e estruturas (?Descriptive Features and Structures)

  Fazer um inventário das imensas descrições de características e estruturas. Para Jonah, existem as reais(?actual) cores, formas, combinações (? arrangements), texturas, entre outras. Características descritivas (descriptive features? realmente não sei traduzir isso) incluem a individalidade de pinceladas [curtas e rápidas no caso de Ryder], a densidade (?thickness) da pintura, se partes da tela são deixadas sem tinta e assim por diante. 
    Um exame minucioso (? a close scrutiny) das características descritivas de Jonah revelam aspectos como: tonalidade comedida (?low-keyed tonality); pouca luz (?few highlights); densas camadas de esmalte (?não entendi mesmo. original: glazes and thick layering); desenho grosseiro (?crude draftsmanship); pinceladas, confiantes, sem hesitação; número mínimo de formas; formas simplificadas e audazes. A descrição de características e de estruturas salientados por Jonah são bastante determinadas pelo conhecimento do estilo de Ryder.

Terceira etapa: Aspectos estéticos iniciais (primary aesthetic features)

     Fazer um inventário dos aspectos estéticos iniciais. Como visto anteriormente, eu penso que os aspectos estéticos iniciais são aqueles sem valor, que ocorre baseado em um objeto estruturado e de características de estilo relacionadas (? As indicated earlier, I take primary aesthetic features to be the non-value features that supervene on a base made up of a structures object plus extrinsic relational style properties.). Podem ser vistos convenientemente como representação, expressão e modelos de aspectos (they can be conveniently sorted as representational, expressive, and exemplified features.¹). 
    Qualquer um pode entender os aspectos estéticos iniciais de Jonah, desde que tenha conhecimento do estilo. Perceber estes aspectos não requer a questão de gosto, mas requer o exercício do conhecimento. 
     Um observador com conhecimento de Jonah é capaz de criar um inventário com os seguintes aspectos estéticos iniciais: formas bastante simplificadas;  representação de um barco ao mar em tempestade, encoberto por sombras e iluminado apenas pela lua; enquanto uma baleia de olhos enormas se aproxima, encarando ferozmente o mortal desemparado  (?Jonah flaining about in the water while a menacing Whale approacher with bulging eyes, staring fiercely at the helpless mortal;); expressão de desamparo e terror de forma intensa, subjetiva e mística. 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

4ª parte

O modelo estilo-relacionado de crítica de arte  (original: The Syle-relative model of art criticism)

            Ao preparar o cenário para um modelo de crítica de arte, vou fazer uso de um exemplo real: a crítica de W.I. Homer e L. Goodrich (?era "critical account", na verdade, mas não sei traduzir isso), da pintura Jonah [1885], de Albert Pinkham Ryder.


             O modelo é para avaliação de uma obra de arte em particular, relacionada a um estilo individual. É comum que a avaliação ocorra para um conjunto de obras de arte. Por exemplo: é feito um julgamento de que André Derain tinha trabalhos Fauvistas de grande originalidade e virtuosismo, que extrapola as produções de outros fauvistas. Desde que casos semelhantes possam ser entendidos como avaliações relativas a um certo estilo, eles podem ser adaptados ao estender o modelo de maneira óbvia (não entendi a frase. original: As long as such cases can be understood as evaluations relative to some style or other, they can be accommodated by extending the model in obvious ways). O modelo é formulado em um processo sequencial feito de 7 diferentes etapas, embora em alguns momentos as etapas possam se sobrepor e algumas vezes uma ordem diferente pode ser estabelecida.

 Primeria etapa: encontrar o estilo (Locate the Style)

           Para encontrar o estilo de uma obra de arte, destila-se (?to distill) do contexto histórico-artístico características das quais o conteúdo da arte depende. Ryder apresenta um caso similar ao de William Blake, embora possam ser encontrados traços de várias influências que formam escolas e movimentos  a frente de seu tempo, seu excêntrico isolamento parece impedir a classificação de sua produção em uma generalizada categoria de estilo. Apesar disso, Ryder tem um estilo individual que por si só acabou sendo visto como revolucionário, um antecessor do Expressionismo e Surrealismo.
           Homer e Goodrich fornecem, de certa forma, uma explicação completa do estilo de Ryder, que inclui a redução de todos os elementos a uma abstração simples; motivos de lendas e mitos; uma irradiação lustrosa(?lustrous) e escuro da pintura; com frequência luz amarela, com efeito grandioso e intenso (?an effect of haunting intensity). Segue um resumo em que a enfase está em características de elementos formais:
           Para concluir, a pintura de Ryder representa uma unidade integrada de elementos formais, uma integração, entretanto, isso é encontrado níveis diferentes. Para Ryder, o equilíbrio formal na bidimensionalidade  que envolve a unificação de figura e fundo, combinada com controle de tonalidade e harmonia, complementar da estrutura de seus trabalhos. A unidade da obra de Ryder foi realçada pela escolha de um vocabulário essencialmente simples, um número mínimo de formas e tonalidades, que são relacionadas, de forma compreensiva, uma com a outra. 
           Além desses elementos as cores das obras de Ryder, como a dos antigos mestres, essencialmente, ornamentam e tornam mais significativo um  tom implícito em sua base de trabalho. (não consegui traduzir frase original: In addition to thesse elements, Ryder´s, color, like that of the old Masters, essentially embellished and enriched an underlying tonal framework.)

sábado, 9 de março de 2013


Terceira parte do texto: 

A HISTORICAL THEORY OF ART CRITICISM, DE JAMES D. CARNEY

Estilo artístico

Compreender e achar válida uma obra de arte é ter a experiência de que algo, de certa forma,  é valioso. Eu argumentei que considerações a respeito da individualidade de determinada obra são melhor observadas por aspectos históricos (? I have argued that considerations governing the individuality of arworks are best looked at as historical). Fatores do contexto histórico como: estilo, categoria, período e o gosto, afetam tanto o status de arte dado a uma obra, quanto as características estéticas de um trabalho, o que eu pretendo explicar neste artigo(?essay, tem traduções diversas, não sei caberia melhor no contexto).

Concordo com Monroe Beardsley quando escreve: "A primeira coisa necessária para tornar a crítica possível é um objeto a ser criticado - algo para o crítico interpretar e julgar, utilizando os seus domínios, podendo a interpretação e o julgamento serem verificados". (?with its own properties against wich interpretations and judments can be checked). A obra de arte existe enquanto sujeito e pode ser separada das interpretações e julgamentos, de uma forma histórica, que utiliza o estilo artístico.

No modelo de Sibley fatores estéticos são identificados com os aspectos de valor, como: tranquilidade, força ou discreta melancolia (?muted melancholy). Entretanto, existem aspectos que não são estéticos (? in the value sense), nem descritivos ou estruturais. Serão denominados por mim de aspectos estéticos fundamentais (?primary asthestic features). O que eu tenho em mente são os aspectos representacional, expressivo ou manifesto (?exemplified, acho que é no sentido de algo estar patente,fácil percepção), que uma obra pode apresentar. Estes aspectos são percebidos na estrutura do objeto, por um observador pronto a apreender e consciente do estilo da obra em questão.

Os  aspectos estéticos fundamentais de uma obra dependem de quando, onde, em qual estilo, quais as cores utilizadas na execução da mesma. Aspectos estéticos fundamentais de uma obra são dependentes de suas características intrínsecas examinadas em relação a apropriada categoria de estilo. Por exemplo, a aparência das características estruturais nas pintura Summer Table [1972] de Brice Marde [ três paineis retangulares, cada um com uma cor diferente], superficialmente, parece bastante com a pintura (?Hard-edge) Four Panels[1964] de Ellsworth Kelly. O trabalho de Kelly consiste em quatro superfícies de formato e coloração idênticos.

Por que percebemos a primeira como tendo características expressivas, mas não o último? Porque o trabalho de Marsden tem influências dos Expressionistas (expressionismo abstrato), especialmente Barnett Newman e Mark Rothko. Suas pinturas não são para serem compreendidas em termos de aspectos técnicos (?or simples as collections of flat, unmodulated colors and shapes ?), mas em termos de algo que o espectador terá uma reação subjetiva. O trabalho de Kelly, por outro lado, é um estilo Hard-edge (? não encontrei tradução, mas olhando no dicionário é algo como: pintura que apresenta temas coloridos de forma viva e nítidos), em que a abstração é destituída (?stripped) de perspectiva, narrativa, associação e conteúdo emocional.

Na próxima parte vou apresentar um modelo de crítica relativa (?type-relative criticism?), para as artes visuais, que utiliza a noção de estilo artístico. Acredito que type? é melhor compreendido como estilo. Type? como categoria, é utilizado para dizer de coisas como formas de arte [pintura, música, literatura, e outros], gêneros na forma de arte [na pintura - paisagem, retrato, natureza morta, e outros] e a técnica [ óleo, aquarela, pastel, e outros].

Tenho dificuldade com a ideia de categorizar uma determinada pintura em relação a todas as demais. Ou uma paisagem e natureza morta em relação as demais paisagens e naturezas mortas. 
Uma pintura minimalista apresenta padrões e formas significantes, que estão profundamente conectados com "art for art´s sake"(acho que é o nosso "a arte pela arte"), mas isso não se aplica a arte conceitual que tomo a arte como ideia. Por razões semelhantes, tenho dificuldade com a noção de categorizar uma pintura a óleo em relação as demais obras com a mesma técnica.

Estilos individuais [o fauvismo de Matisse], estilos de determinado período histórico [fauvismo e fotorealismo], estilos de determinadas regiões [expressionismo alemão ou Babizon?]. Eu não penso os gêneros[paisagem, retrato] ou a técnica[aquarela, óleo] como estilos. O estilo de arte, para mim, consiste nas características de forma e conteúdo de um trabalho determinados pelo artista, período, local e escola. (Such characteristic style features cut across the form/content distinction.) 

Os aspectos do Suprematismo é o uso de formas geométricas coloridas para representar objetos no espaço livres de gravidade. Um aspecto da trompe l'oeil é a produção que oferece ao espectador uma experiência visual similar a experiência de ver o que é representado. Um aspecto do minimalismo é o uso formas geométricas coloridas para atingir estruturas formais bem desenvolvidas (?well-developed formal structure). Aspectos dos retratos de J.A.D. Ingres incluem (?superlative draughtsmanship, clarity, and immediacy). 

Quase todas as obras de arte possuem um estilo individual,  muitos trabalhos apresentam um ou mais estilos (? não entendi bem a frase o original é: Almost all artworks exhibit an individual style, and most arte works exhibit one or more general styles.) O estilo leva em conta tanto a individualidade quanto o geral, é uma posição hipotética, melhor explicada por historiadores bem informados (? também não entendi, especialmente o accounts. Frase original: Style accounts, both individual and general, are hypothetical posits, that is, best explanations by informed art historians).
O historiador de arte descobre aspectos de estilo ao reconhecer coisas como: o objetivo e foco do artista, o que é colocado na obra [ o que é manifestado nas características descritivas], a relação do trabalho com estilos passados e futuros e a relação do trabalho com a cultura. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013


Um modelo de avaliação estética

Segunda parte do texto de JAMES D. CARNEY .


Frank Sibley produziu um influente modelo de crítica de arte. De acordo com este modelo, avaliar arte envolve razões, dessa forma não é apenas subjetivo. O modelo divide as principais observações em crítica de arte, em 3 grupos:


Primeiro - existem julgamentos fora da questão estética, como: O canto esquerdo apresenta biomorfismo.  Julgamentos deste tipo são descritivos ou detalham questões estruturais de uma obra.


Segundo - existem os julgamentos estéticos, como: As cores são vibrantes ou As linhas são dinâmicas. Estes julgamentos são o que normalmente se entende por características estéticas - elegância, ossificado (ossified), equilíbrio, unidade, extravagancia (garish), brilho (flamboyant), harmonia, ritmo - em que um tipo de enumeração é utilizado para especificar estas características. (where some kind of partial enumeration is used to characterize such features).


Terceiro - não existem vereditos definitivos, como: Esta é uma pintura de primeira classe. É comum que características de um tipo sejam utilizadas para descrever um outro, como: Esta pintura apresenta equilíbrio  devido a posição da área em vermelho. Termos estéticos como, elegância e vibração, podem ser utilizados com frequência. Devido à presença de características que como curvas, linhas em ângulo, contraste de cor, colocação de pesos, são visíveis com uma observação básica. Razões para um tipo de julgamento podem ser usadas para chegar em um oposto. Exemplo: Esta pintura é boa - ruim - , devido a sua unidade - superficial e apático. Estas razões são justificativas limitadas, pois são "pima facie" (assim está no original, não sei o significado)terreno para virtude (?grounds for merit)


Se um trabalho apresenta unidade, então certamente possui uma virtude "prima facie". É crucial neste modelo a consideração feita para a relação entre estética e características estruturais. São três caminhos no modelo para entender esta relação: 1- reducionismo, 2 - administração categórica das condições - ou o ponto de vista criterioso - (?positive condition governing - or the criteriological view-). 3 - Administração contrária às condições (?negative condition governing.8)

No  primeiro e segundo casos existem regras semânticas para aplicação dos termos estéticos. No primeiro uma obra elegante apresenta determinadas características estruturais (has such-and-such structural features). No segundo caso descrições estruturais são normalmente lógicas o suficiente para garantir a aplicabilidade de um termo estético - mesmo que não sejam necessários - a descrição em termos estéticos é real -conceitualmente- em uma obra de arte, se certas características estruturais estão presentes. 
No terceiro caso as razões atribuídas para descrever uma característica estética, refletem o motivo para o julgamento e não uma conexão conceitual. As razões dadas para um aspecto ou outro são explicações que revelam a fonte das características estéticas, tal julgamento, quando não está administrado por conceitos, só pode ser feito através do gosto pessoal. 
Qualquer aspecto não estético, ou aqueles estéticos baseados no gosto pessoal, vai falhar em sustentar a caracterização estética de uma obra. No entanto, existem julgamentos (judgment, acho que poderia ser determinações, mas no primeiro texto traduzi omo julgamento, vou deixar assim.)que não prescindem do gosto pessoal, pois são conceitualmente governados por circunstâncias contrárias (conceptually governed by negative conditions, não consegui entender o que essa frase significa). Existe uma conexão significativa e lógica que impedem a descrição de  aspectos estéticos, devido a determinadas características estruturais. Exemplo: é impossível, por uma questão de semântica, que uma linha espessa, pequena e quebrada apresente elegância  (Sibley defends).
Este modelo de julgamento crítico é muito aconselhável. Salienta a percepção da essência dos aspectos estéticos. Na avaliação crítica se um julgamento do tipo C com razões ligadas a aspectos do tipo B, for baseado na realidade, então para qualquer pessoa mediana, os julgamentos do tipo C serão plausíveis (Critical evaluations, c-judments, are backed up by reasons directed to b-features; and for any reasonable person such reasons, if true, plausibly support c-judments). Este relato explica que qualquer pessoa razoável que possua certas habilidades linguísticas,  gosto e conhecimento conceitual, pode ver que uma obra artística apresenta valores estéticos. Neste modelo a avaliação crítica aumenta a compreensão da obra de arte. E o valor de uma obra é possivelmente ligado ao prazer proporcionado por aspectos estéticos.
Mas eu penso que o modelo apresenta falhas graves, vou focar em duas. 

Primeira: existem deficiências nas condições que são dadas nas relações  entre características estéticas e estruturais. Para o caso 1, é um desafio produzir alguma definição adequada para termos estéticos. Para o caso 2, aspectos estruturais não garantem elegância ou qualquer outro aspecto estético, a não ser que os aspectos sejam um relexo de afirmações de circunstâncias analíticas (reflect analytic conditional statements). Ao não apelar para um embasamento conceitual, o caso 3, confia no julgamento de alguém que apreende de forma ideal para a atribuição correta dos aspectos estéticos de uma obra. Se estas atribuições recorrem apenas a características estruturais, com ou sem contexto histórico, torna-se complicado perceber como estes julgamentos podem estar imunes de subjetividade e do gosto.[9]

Segunda: Descrições formais estão subjacentes ao modelo popular [10]. O modelo supõe que a base, das primeiras justificativas relacionadas ao valor de uma obra, é a experiência gerada pelo foco nos aspectos formais. No valor artístico está incluído o prazer quem vem da expressão de aspectos como unidade e equilíbrio, mas é muito duvidoso que dependa apenas desta experiência. O valor de uma obra de arte encontra-se (lies) tanto em aspectos cognitivos, criativos (visionary) e sociais, quanto no prazer expressivo dos aspectos formais. Por último, qualquer orientação formalista apresenta dificuldade de explicar a relação entre interpretar e avaliar uma obra.

Vou tratar de um modelo correspondente(type-relative, não sei qual poderia ser uma boa tradução) de crítica de arte. Espero conseguir uma hipótese plausível que é mais ligada aos princípios normativos de crítica de arte do que o modelo referido acima. Antes de apresentar o modelo, eu vou expor algumas ideias que o sustentam, mas não vou fazer qualquer tentativa de defendê-las. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


Para ter acesso ao texto você deve fazer um cadastro. É simples. Mas para baixar o arquivo em pdf é preciso ser um associado, o que envolve pagamento. Estou escrevendo a monografia e o meu tema é crítica de arte, pois isso decidi traduzir este texto. Vai ser divido em algumas partes, por apresentar 17 páginas. Esta é a primeira.


Tradução do texto: 

A historical Theory of Art Criticism, de James D. Carney

Um teoria histórica sobre crítica de arte

Concepções de crítica de arte

Edmund Burke Feldman em Varieties of Visual Experience, um texto bastante conhecido e utilizado em arte educação, escreve que "seja lá o que for, crítica é algo que fazemos. É uma atividade prática-com conhecimentos teóricos- em que é possível ter competência (proficiency)"1. 
Para aqueles que partilham dessa visão, e eu estou entre eles, a questão teórica que surge é: o que de fato é esta atividade, e quais os motivos para pensar que existe algum tipo especial de status em crítica de arte (and what reasons are there to think that it has any special art-critical status)?
Feldman responde a primeira pergunta dizendo que a crítica de arte é um processo ordenado e sequencial que é dividido em quatro estágios: descrição, análise formal, interpretação e julgamento (judment). Dessa forma, "julgar (judging) um trabalho de arte significa colocá-lo em comparação com outros trabalhos do mesmo estilo. "2
Quais são as bases para pensar que a crítica de arte, que segue este modelo, apresenta algum status especial? 
Neste artigo eu apresento um modelo de crítica relativa (type-relative criticism), que segue um pouco as linhas gerais sugeridas por Feldman. Eu apresento as minhas razões para pensar que, este tipo crítica, possui um status teórico especial. Eu vou seguir a proposta de Feldman e focar nas artes visuais, especialmente na pintura. Os julgamentos em crítica de arte são baseados no valor do trabalho artístico. As obras de arte apresentam vários tipos de valores, que incluem valor histórico, funcional (functional) e estético 3. Eu compreendo que a crítica de arte está diretamente conectada ao valor estético ou valores de produções artísticas (or values of art-works).
Uma produção artística tem valor estético apenas quando a experiência que provoca é valiosa de alguma forma. Segundo Jerrold Levinson, o prazer em si não é adequado para medir o valor estético, já que o último inclui o enriquecimento da experiência humana em vários sentidos que incluem, não apenas o prazer, mas cognição, emoção e elementos de transcendência (visionary elements).4
Quase todo mundo, em algum momento, fica envolvido com crítica de arte. E existe vários jogos de crítica (critical games). Ao examinar a diversidade de práticas em crítica de arte revela-se uma incapacidade de estabelecer estruturas e métodos, muito menos, algum tipo semelhante à crítica analítica sugerida por Feldman. Um simples exame empírico destas práticas sugere que nenhuma abordagem em crítica de arte é melhor que a outra, mas pensar assim é ignorar que possam existir padrões ou normas para fazer uma boa crítica de arte - as normas são normalmente implícitas na prática dos críticos, mesmo que a crítica apresente diferentes formas.6
Eu penso que as normas existem e quando utilizadas, em uma sequência semelhante a sugerida por Feldman, preenche os princípios normativos para crítica de arte de forma satisfatória.
Caso exista princípios normativos que cercam o campo da crítica de arte, quais seriam eles? O primeiro seria a avaliação crítica, que para merecer respeito e reconhecimento, deve estar sustentada por razões, que devem ser plausíveis para qualquer pessoa mediana. A virtude de um julgamento crítico deve estar resguardada, tanto quanto possível, da influência da subjetividade e de gosto pessoal. Em segundo lugar uma avaliação crítica satisfatória, de um trabalho artístico, deve acrescentar na compreensão sobre o mesmo. Em terceiro lugar, o valor que sustenta um julgamento crítico deve levar ao enriquecimento da experiência humana em várias dimensões.
Eu penso primeiro em um modelo de avaliação crítica de grande influência, que de certa forma, compreenda pelo menos alguns dos princípios enumerados acima. O modelo apresenta falhas. Se o que eu penso estiver correto, suas falhas podem ser um guia para um modelo mais válido (defensible).

Os números referem-se a notas do autor e pretendo colocar depois. 

10 coisas sobre ser um artista que os professores de arte não falam

(texto traduzido, original disponível em:
http://www.guardian.co.uk/education/mortarboard/2013/feb/21/10-things-art-teachers-wont-teach-you) O que eu tive dúvidas coloquei em destaque, de amarelo. 


O que estudantes de arte precisam saber: Ser criativo pode ser um sustento? A resposta é mais complexa do que você imagina.


Existem muitos mal entendidos sobre o mundo da arte. Peça que alguém descreva o que significa ser um artista, é provável que surjam duas ideias de pontos opostos. Não existe meio termo, nem estabilidade ou segurança: existe apenas aqueles que conseguem chegar lá e aqueles que não conseguem.

O modelo do artista-fracassado é de um sujeito dedicado, talentoso, mas tragicamente pouco apreciado. Infelizmente seu trabalho só será reconhecido após sua morte. O outro ponto é do artista-celebridade. Os conceituais,  os YBAs (Young British Artists) , os Damien Hirsts – estes personagens astutos são capazes de vender qualquer coisa, especialmente se tiver um certo desperdício de material biológico artisticamente trabalhado. Caso você siga o opinião popular, o setor de criatividade é uma grande aposta arriscada, enfrentada apenas por imprudentes ou masoquistas. Mas se você é um estudante de arte é preciso saber se esses dois caminhos opostos encontram base na realidade.


Eu completei 3 anos na escola de artes e agora sou uma estudante MA ( não sei o que isso quer dizer). Até onde eu posso perceber a realidade é diferente desses dois extremos. Com todo o estereótipo existente é difícil para o estudante entender o que pode esperar de uma carreira em artes. Então vamos tentar deixar as coisas um pouco mais claras e talvez desconstruir alguns mitos. Segue uma lista de 10 verdades sobre trabalho, vida e lazer (o original é leisure, talvez tenha uma tradução melhor de acordo com o contexto), na industria criativa.


1. Muitos artista são freelancer (em português usamos o mesmo termo).Uma pesquisa da Arts Council descobriu que 41% das pessoas que trabalham com criatividade são  autônomas. Contratos de trabalho temporário podem trazer a possibilidade de uma carreira variada e interessante, embora períodos sem trabalho possam ser uma realidade.


2. O artista  freelancer deve ser cuidadoso com o orçamento. Ser autônomo significa estar sem pensão, pagamento de férias ou seguro maternidade. Situações como doenças ou ter um filho requerem planejamento financeiro prévio.


3. Artistas fazem autopromoção. Muitos apresentam seus talentos no Facebook, Twitter, Tumblr, Linked e também nos próprios sites. Ter uma boa presença online demostra motivação e facilidade com o mundo digital.


4. Artistas adoram socializar. Eventos de Networking (literalmente seria rede trabalho, ou algo assim, não conheço uma palavra em português com este significado e tem-se a tendência de usar a palavra original mesmo) é o equivalente no mundo artístico para job hunting (não conheço uma boa tradução, mas literalmente seria caçar trabalho), mas com menos miséria e mais bebida( booze). Se você está tentando crescer na carreira ou procurando por encomendas ( searching for commissions), Networking é a oportunidade de conhecer profissionais da industria e ter contato com novas oportunidade.


5. Muitos artistas formam coletivos para propagar e produzir seus trabalhos. Kate Rowland, uma ilustradora do coletivo After School Club explica: "Estar no After School Club é muito motivador. Permite que trabalhemos com a habilidade de cada um e assim temos mais recursos para ajudar um ao outro. É como um sistema de apoio criativo. E muito divertido."


6. O portfólio é essencial. As artes visuais possuem uma grade menos centrada em relação às outras disciplinas. Um diretor de arte de uma companhia de design gráfico uma vez disse que pensaria duas vezes antes de contratar alguém com um first-class degree (acho que seria algo como o primeiro aluno da turma, mas não tenho certeza). Eles se preocupava que estas pessoas não teriam tempo para um hobbie fora do trabalho. "eles podem ser muito chatos". Isto não significa que você não deveria almejar alto, outro empregador pode gostar de um candidato first-class (primeiro da turma?). O melhor é que você tenha um portfólio o mais bem feito possível. Bons trabalhos falam mais alto do que notas.


7. Alguns artistas complementam a renda com um segundo emprego. Isto oferece segurança financeira, sendo possível exercitar a criatividade. (No site tem disponível um link com uma reportagem sobre o segundo emprego.)

8. Muitos fazem estágio para iniciar a carreira. Trabalhar para uma empresa pode dar preparo para habilidades industriais e melhorar a capacidade de conseguir outros empregos. A questão do pagamento é uma batata quente (o original é hot potato), em geral, quanto menor o tempo de estágio, é provável que você não seja pago (?in general, the shorter the internship, the less likely you are to get paid.)

9.Oportunidades de trabalho estão crescendo. Atualmente existem 1.9 milhões de pessoas trabalhando na indústria criativa. Para 2016 o governo espera um crescimento de 1,3 milhões de novos empregos, apenas no setor privado.


10. O setor criativo é caracterizado por alto nível de satisfação no trabalho. Dessa forma, o setor é altamente competitivo ( ? and jobs are sought after).  Caso você tenha motivação e paixão para seguir em frente neste jogo, então uma carreira no setor criativo pode ser uma experiência excitante e recompensadora.