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Mas para baixar o arquivo em pdf é preciso ser um associado, o que
envolve pagamento. Estou escrevendo a monografia e o meu tema é
crítica de arte, pois isso decidi traduzir este texto. Vai ser
divido em algumas partes, por apresentar 17 páginas. Esta é a
primeira.
Tradução do texto:
A historical Theory of Art Criticism, de James D. Carney
Um teoria histórica sobre crítica de arte
Concepções de crítica de arte
Edmund Burke Feldman em
Varieties of Visual Experience, um texto bastante conhecido e
utilizado em arte educação, escreve que "seja lá o que for,
crítica é algo que fazemos. É uma atividade prática-com
conhecimentos teóricos- em que é possível ter competência
(proficiency)"1.
Para aqueles que partilham dessa visão, e eu
estou entre eles, a questão teórica que surge é: o que de fato é
esta atividade, e quais os motivos para pensar que existe algum tipo
especial de status em crítica de arte (and what reasons are there to
think that it has any special art-critical status)?
Feldman responde a
primeira pergunta dizendo que a crítica de arte é um processo
ordenado e sequencial que é dividido em quatro estágios: descrição,
análise formal, interpretação e julgamento (judment). Dessa forma,
"julgar (judging) um trabalho de arte significa colocá-lo em
comparação com outros trabalhos do mesmo estilo. "2
Quais são as bases
para pensar que a crítica de arte, que segue este modelo, apresenta
algum status especial?
Neste artigo eu
apresento um modelo de crítica relativa (type-relative criticism),
que segue um pouco as linhas gerais sugeridas por Feldman. Eu
apresento as minhas razões para pensar que, este tipo crítica,
possui um status teórico especial. Eu vou seguir a proposta de
Feldman e focar nas artes visuais, especialmente na pintura. Os
julgamentos em crítica de arte são baseados no valor do trabalho
artístico. As obras de arte apresentam vários tipos de valores, que
incluem valor histórico, funcional (functional) e estético 3. Eu
compreendo que a crítica de arte está diretamente conectada ao
valor estético ou valores de produções artísticas (or values of
art-works).
Uma produção
artística tem valor estético apenas quando a experiência que
provoca é valiosa de alguma forma. Segundo Jerrold Levinson, o
prazer em si não é adequado para medir o valor estético, já que o
último inclui o enriquecimento da experiência humana em vários
sentidos que incluem, não apenas o prazer, mas cognição, emoção
e elementos de transcendência (visionary elements).4
Quase todo mundo, em
algum momento, fica envolvido com crítica de arte. E existe vários
jogos de crítica (critical games). Ao examinar a diversidade de
práticas em crítica de arte revela-se uma incapacidade de
estabelecer estruturas e métodos, muito menos, algum tipo semelhante
à crítica analítica sugerida por Feldman. Um simples exame
empírico destas práticas sugere que nenhuma abordagem em crítica
de arte é melhor que a outra, mas pensar assim é ignorar que possam
existir padrões ou normas para fazer uma boa crítica de arte - as
normas são normalmente implícitas na prática dos críticos, mesmo
que a crítica apresente diferentes formas.6
Eu penso que as normas
existem e quando utilizadas, em uma sequência semelhante a sugerida
por Feldman, preenche os princípios normativos para crítica de arte
de forma satisfatória.
Caso exista princípios
normativos que cercam o campo da crítica de arte, quais seriam eles?
O primeiro seria a avaliação crítica, que para merecer respeito e
reconhecimento, deve estar sustentada por razões, que devem ser
plausíveis para qualquer pessoa mediana. A virtude de um julgamento
crítico deve estar resguardada, tanto quanto possível, da
influência da subjetividade e de gosto pessoal. Em segundo lugar uma
avaliação crítica satisfatória, de um trabalho artístico, deve
acrescentar na compreensão sobre o mesmo. Em terceiro lugar, o valor
que sustenta um julgamento crítico deve levar ao enriquecimento da
experiência humana em várias dimensões.
Eu penso primeiro em um
modelo de avaliação crítica de grande influência, que de certa
forma, compreenda pelo menos alguns dos princípios enumerados
acima. O modelo apresenta falhas. Se o que eu penso estiver correto,
suas falhas podem ser um guia para um modelo mais válido
(defensible).
Os números referem-se a notas do autor e pretendo colocar depois.
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