sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


Para ter acesso ao texto você deve fazer um cadastro. É simples. Mas para baixar o arquivo em pdf é preciso ser um associado, o que envolve pagamento. Estou escrevendo a monografia e o meu tema é crítica de arte, pois isso decidi traduzir este texto. Vai ser divido em algumas partes, por apresentar 17 páginas. Esta é a primeira.


Tradução do texto: 

A historical Theory of Art Criticism, de James D. Carney

Um teoria histórica sobre crítica de arte

Concepções de crítica de arte

Edmund Burke Feldman em Varieties of Visual Experience, um texto bastante conhecido e utilizado em arte educação, escreve que "seja lá o que for, crítica é algo que fazemos. É uma atividade prática-com conhecimentos teóricos- em que é possível ter competência (proficiency)"1. 
Para aqueles que partilham dessa visão, e eu estou entre eles, a questão teórica que surge é: o que de fato é esta atividade, e quais os motivos para pensar que existe algum tipo especial de status em crítica de arte (and what reasons are there to think that it has any special art-critical status)?
Feldman responde a primeira pergunta dizendo que a crítica de arte é um processo ordenado e sequencial que é dividido em quatro estágios: descrição, análise formal, interpretação e julgamento (judment). Dessa forma, "julgar (judging) um trabalho de arte significa colocá-lo em comparação com outros trabalhos do mesmo estilo. "2
Quais são as bases para pensar que a crítica de arte, que segue este modelo, apresenta algum status especial? 
Neste artigo eu apresento um modelo de crítica relativa (type-relative criticism), que segue um pouco as linhas gerais sugeridas por Feldman. Eu apresento as minhas razões para pensar que, este tipo crítica, possui um status teórico especial. Eu vou seguir a proposta de Feldman e focar nas artes visuais, especialmente na pintura. Os julgamentos em crítica de arte são baseados no valor do trabalho artístico. As obras de arte apresentam vários tipos de valores, que incluem valor histórico, funcional (functional) e estético 3. Eu compreendo que a crítica de arte está diretamente conectada ao valor estético ou valores de produções artísticas (or values of art-works).
Uma produção artística tem valor estético apenas quando a experiência que provoca é valiosa de alguma forma. Segundo Jerrold Levinson, o prazer em si não é adequado para medir o valor estético, já que o último inclui o enriquecimento da experiência humana em vários sentidos que incluem, não apenas o prazer, mas cognição, emoção e elementos de transcendência (visionary elements).4
Quase todo mundo, em algum momento, fica envolvido com crítica de arte. E existe vários jogos de crítica (critical games). Ao examinar a diversidade de práticas em crítica de arte revela-se uma incapacidade de estabelecer estruturas e métodos, muito menos, algum tipo semelhante à crítica analítica sugerida por Feldman. Um simples exame empírico destas práticas sugere que nenhuma abordagem em crítica de arte é melhor que a outra, mas pensar assim é ignorar que possam existir padrões ou normas para fazer uma boa crítica de arte - as normas são normalmente implícitas na prática dos críticos, mesmo que a crítica apresente diferentes formas.6
Eu penso que as normas existem e quando utilizadas, em uma sequência semelhante a sugerida por Feldman, preenche os princípios normativos para crítica de arte de forma satisfatória.
Caso exista princípios normativos que cercam o campo da crítica de arte, quais seriam eles? O primeiro seria a avaliação crítica, que para merecer respeito e reconhecimento, deve estar sustentada por razões, que devem ser plausíveis para qualquer pessoa mediana. A virtude de um julgamento crítico deve estar resguardada, tanto quanto possível, da influência da subjetividade e de gosto pessoal. Em segundo lugar uma avaliação crítica satisfatória, de um trabalho artístico, deve acrescentar na compreensão sobre o mesmo. Em terceiro lugar, o valor que sustenta um julgamento crítico deve levar ao enriquecimento da experiência humana em várias dimensões.
Eu penso primeiro em um modelo de avaliação crítica de grande influência, que de certa forma, compreenda pelo menos alguns dos princípios enumerados acima. O modelo apresenta falhas. Se o que eu penso estiver correto, suas falhas podem ser um guia para um modelo mais válido (defensible).

Os números referem-se a notas do autor e pretendo colocar depois. 

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